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CARTA ABERTA AO DIRECTOR DO JORNAL I

Exmo. Senhor Director do Jornal i, Eduardo Oliveira e Silva,

Venho em nome da Adexo- Associação de Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal e de todos os associados que a instituição representa, dar-lhe conhecimento do nosso profundo desagrado e indignação pela manchete de hoje do jornal que dirige, designadamente a forma de tratamento usada para identificar os seus compatriotas obesos.

Porquê? Terá sido mera falta de rigor, facto que não se coaduna com um jornal de referência como o i, descuido do editor ou terá sido propositado por se entender que o termo “gordo” motiva mais para a perda de peso? Por acaso utilizaria o mesmo teor de tratamento se quisesse referir-se a outros grupos igualmente discriminados, como por exemplo os homossexuais, porventura lhes chamaria “maricas”? Ou “bêbados” aos alcoólicos ou “drogados” aos tóxico dependentes? Já para não referenciar a terminologia que utilizariam para designar as prostitutas…

Mais uma vez registamos que o obeso é discriminado a vários níveis no nosso país, só não esperavamos que  até mesmo o chamado quarto poder o fizesse. Em princípio a classe dos jornalistas, por demais bem informada e detentora de multiplos conhecimentos, deveria estar consciente que a discriminação maltrata e mata.

Aproveitamos para informar que o próximo dia 26 de Maio, "Dia Europeu de Combate à  Obesidade", vai precisamente abordar o tema da discriminação de que o obeso é alvo de várias formas e por sectores diferenciados na sociedade, tendo seu jornal, hoje, dado um contributo inestimável para a evidenciar.

 

 

DIA EUROPEU DE COMBATE À OBESIDADE

Vamos dedicar este dia a combater a DISCRIMINAÇÃO de que o obeso é alvo.

DISCRIMINAÇÃO SOCIAL

DISCRIMINAÇÃO OFICIAL

DISCRIMINAÇÃO POR PARTE DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

AS COMEMORAÇÕES DO DIA EUROPEU DE COMBATE À OBESIDADE, organizadas pela ADEXO vão realizar-se no dia 26 de Maio de 2012, entre as 09 e as 17 horas, no Estádio Universitário de Lisboa, brevemente divulgaremos o programa.

REUNIÃO NO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Após reunião com o Ministério da Saúde, hoje, 7 de Maio de 2012, a Adexo obteve a informação de que Programa de Tratamento da Obesidade vai ter continuidade, sendo, no entanto, adequado ao actual contexto económico.

Em termos de cirurgias haverá algumas modificações mas nunca foi intenção do Ministério parar com as mesmas.

O Ministério irá informar a ADEXO das medidas que vão tomar tendo por base a garantia que não vão parar o tratamento cirurgico da obesidade.

O Ministério mostrou-se preocupado com a obesidade em Portugal, revelando que está a trabalhar na área da prevenção em conjunto com as escolas e as autarquias, com especial enfoque nas crianças e tendo em atenção as desigualdades sociais.

A Adexo reforçou o pedido ao Ministério para a não suspensão do tratamento da obesidade, bem como ajuda numa aproximação às companhias de seguros, no sentido de modificarem as actuais regras que discriminam o doente obeso.


 

REUNIÃO NO MINISTÉRIO DA SAÚDE

A Adexo tem agendada para dia 07 de Maio à tarde uma reunião no Ministério da Saúde

para tentar alterar o actual panorama de paragem total do tratamento cirurgico da obesidade no nosso país.

Assembleia Geral de 2012 - Conclusões

 

A AG de 31 de Março aprovou o Relatório de Contas, destacando-se o saldo positivo do exercício do ano. A Adexo detém uma situação financeira estável com fundos próprios para 2012. Em relação às acções realizadas em 2011, mantiveram-se as actividades nas escolas que abrangeram um universo de mil e quinhentos alunos. Foram realizados novos protocolos e renegociados outros, com ganhos acrescidos para os associados.

A Adexo manterá o apoio ao Projecto Escolas, o Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, a decorrer este ano a dezanove de Maio, será organizado de forma diferente, dada a actual situação política e a redução dos patrocínios

Sobre o tratamento da Obesidade em Portugal, Carlos Oliveira, presidente da direcção, referiu a suspensão do Plano de Tratamento e as consequências directas que produzirá na saúde dos portugueses. Na ausência de resposta aos pedidos de diálogo com o Ministério da Saúde, a Adexo irá incrementar acções práticas de luta contra o sistema vigente e denunciar a inexistência de respostas aos doentes obesos.

 


O Combate à obesidade infantil e juvenil vai ser debatido, na quinta-feira, no Parlamento, com a apresentação de propostas do PSD, PS e "Verdes" sobre a doença que atinge um em cada três crianças e jovens portugueses.

Restrições à publicidade a alimentos para aqueles grupos etários e campanhas televisivas que alertem para as vantagens de fazer uma alimentação saudável e a prática de exercício físico fazem parte dos textos apresentados pelas formações políticas.

O PS considera que o excesso de peso nos jovens é um "problema de saúde pública" e refere que cada criança obesa custa ao Estado 680 euros por ano, 1,7 vezes o custo médio dos restantes menores.

Além de "ameaçar a sustentabilidade do sistema de saúde pediátrico", a obesidade infantil aumenta a percentagem de jovens adultos afetados por doenças cardíacas, diabetes e cancro, entre outros problemas de saúde.

O PSD, partido que lidera a coligação governamental, acentua também os custos que o excesso de peso acarreta para o indivíduo e para a sociedade e reforça o leque de consequências apontando que a obesidade faz diminuir a esperança de vida entre cinco e 20 anos nas pessoas afetadas.

A regulação e vigilância da venda de alimentos junto às escolas (PS) e a criação de etiquetas para classificar os alimentos, em que o verde seria sinónimo de alimento recomendado (PSD), são outras das propostas integradas nos documentos que vão ser debatidos pelo plenário da Assembleia da República.


Veja mais

 

Comunicado nº 02

06 de Março de 2012

QUANTO VAMOS GASTAR A MAIS

POR IR PARAR EM 2012, O TRATAMENTO CIRÚRGICO

DA OBESIDADE EM PORTUGAL

clique para ver comunicado

 

A La Redoute, através da OneStopPlus abriu  o período de candidaturas para o casting A MODA NÃO TEM TAMANHO 2012.

A Adexo associou-se a esta iniciativa

Se estiver interessada em participar aceda ao link:

http://www.onestopplus.pt/staticpages/casting.aspx e preencha o formulário de candidatura.

 

Conclusões de índole política do VI Congresso Nacional de Cirurgia da Obesidade e Doenças Metabólicas

Realizou-se nos passados dias 3 e 4 de Fevereiro, no CCB em Lisboa, o VI Congresso de Cirurgia da Obesidade e Doenças Metabólicas sob a presidência honorária do Dr. Celso Silva e presidência do Dr. Mário Neves.

Do primeiro painel de oradores moderado pelo Dr. Mário Neves Presidente da SPCO fizeram parte o Dr. Francisco George, DGS, Dr. Silva Nunes, GTATCO, Dr. Pedro Gomes, SIGIC, Cmdt. Carlos Oliveira, Adexo e Dr, Rodrigo Costa e Silva, Advance Care.

No decorrer da apresentação e debate foi divulgada informação pertinente sobre o tratamento da obesidade que convém divulgar pelos nossos associados.

No que se refere ao PTCO, (Programa de Tratamento Cirúrgico da Obesidade) tomámos conhecimento das alterações profundas que este vai sofrer a nível de financiamento, mantendo-se, no entanto, em vigor, uma vez que não foi revogada a portaria que o instituiu. O Dr. Pedro Gomes, na sua alocução, referiu que existem actualmente dois mil doentes em lista de espera para cirurgia, cabendo a cada hospital a gestão da mesma, em concorrência com as cirurgias gerais. Os doentes que não possam ser tratados nos hospitais públicos atempadamente serão transferidos para os hospitais privados, suportando o hospital de envio a verba a pagar aos convencionados.

No entanto, o Dr. Pedro Gomes não falou da lista de doentes em preparação e da lista de doentes à espera da primeira consulta.

A PRESENTE SITUAÇÃO VAI FAZER COM QUE OS HOSPITAIS PÚBLICOS DEIXEM DE TRATAR A OBESIDADE

Embora se trate de uma doença crónica com solução cirúrgica, esta cirurgia nunca foi integrada no SIGIC. Actualmente, um hospital público recebe cerca de 5000€ para colocação duma banda e cerca de 8000€ para efectuar um by-pass gástrico com acompanhamento do doente por 3 anos.

Com a entrada em vigor destas novas medidas de financiamento dos hospitais públicos, estes vão receber cerca de 3000€ por qualquer técnica cirúrgica e, se ao fim de 6 meses, não tiverem operado o doente, o SIGIC, automaticamente passará um cheque de cirurgia para um hospital privado, tendo o hospital público de origem, de pagar cerca de 8000€ ao hospital para onde este doente foi transferido.

Obviamente os gestores hospitalares não irão aceitar essa situação e, não existindo meios técnicos suficientes para erradicar as listas de espera, os hospitais vão simplesmente deixar de ser centros de tratamento da obesidade.

A Adexo considera esta medida a maior discriminação que ocorrerá no país em relação ao doente obeso que ficará totalmente desprovido de tratamento e coloca seriamente em risco tudo o que foi conseguido de positivo para os doentes obesos com os governos anteriores.

Tratando-se de uma medida indigna e injusta, envidaremos todos os esforços para que não seja posta em prática.

Em Junho de 2011 endereçámos ao ministro da Saúde um pedido de reunião, o qual não obteve ainda resposta. Esta semana voltámos a insistir numa entrevista com o ministro ou secretário de Estado. No caso de omissão por parte da tutela adoptaremos outra forma de contacto e de postura. Calados não ficaremos!

 

 

A CRISE E OS SEUS EFEITOS NA OBESIDADE

CLIQUE NA IMAGEM

A todos os que queiram ajudar a alcançar este número mesmo sem serem sócios do Holmes Place imprimam este convite e vão a qualquer Holmes Place do país entre 01 e 17 de Dezembro façam exercicio, percam calorias divirtam-se e ajudem a atingir este objectivo.

CONVITES PARA  01 A 10 DE DEZEMBRO DE 2011

CONVITES PARA 07 A 17 DE DEZEMBRO DE 2011

PERDER PESO É DIVERTIDO POR ISSO TOCA A MEXER

ESTUDO SOBRE PERDA DE PESO - ISPA / ADEXO

NOVO HORÁRIO DE ATENDIMENTO

ATENDIMENTO TELEFÓNICO É AGORA EFECTUADO NOS DIAS ÚTEIS ENTRE AS 14 E AS 17 HORAS PARA O NÚMERO  913942702

AVEIRO - AULAS DE GINÁSTICA

As aulas de ginástica da Adexo (Associação de Obesos e Ex-Obesos de Portugal), com o Prof. José João Costa Lobo, reiniciaram-se no passado dia 4 de Outubro de 2011.

À semelhança do ano anterior, estas decorrem às terças e quintas, das 18h30m às 20h00.

Os interessados em participar devem contactar o Núcleo de Aveiro para inscrição através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

Susana Mendes
Núcleo de Aveiro da Adexo

 

TAXA SOBRE A”FAST FOOD”

Ouvimos o Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos propor publicamente uma taxa sobre a “fast food” como alternativa a mais cortes no sector da saúde.

Aguardámos que o senhor Bastonário reformulasse a sua decisão e viesse a público esclarecer esta taxa mas tal não aconteceu, mais uma vez, nos confrontamos com um médico a fazer um diagnóstico incorrecto e a colocar o dedo na ferida errada.

É tão fácil Sr. Bastonário comparar comida com tabaco. É estar a comparar um bem essencial à vida com uma droga. Deste modo, não podemos deixar de manifestar publicamente o nosso repúdio e esclarecer alguns pontos que não passaram pela análise, mais uma vez discriminatória do gordo, que em público fez.

Convém lembrar que mais de 80% das pessoas com obesidade no nosso país estão desempregadas e o pouco dinheiro que auferem possivelmente só chega para comida tipo “fast food”.

É também conveniente não esquecer que as cadeias de “fast food” foram autorizadas a vir para Portugal pelos nossos governos, estando devidamente licenciadas, cumprem as normas de higiene e vendem alimentos que ingeridos pontualmente não são perigosos, matam a fome a muita gente embora todos saibamos que, ingeridos regularmente, tem efeitos perniciosos pois apresentam alto teor de gordura, sal e açúcar.

Este tipo de alimentação é uma solução que, em vários países onde não se consegue melhorar o nível de vida, garante alimento à população. Faz lembrar o tempo de Salazar e o “slogan” protegido pelo Estado Novo que dizia “beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses”.

Com a crise e consequente falta de dinheiro, o consumo destes produtos vai aumentar e necessariamente a obesidade e as doenças acessórias vão disparar.

Poderemos pensar numa taxa Sr. Bastonário mas sempre com duas condições claras e colocando o dedo na ferida certa:

1. A taxa é aplicada aos produtores de “fast food”, congelando os preços de venda ao público;

2. O produto desta taxa não se destina ao financiamento do SNS, mas sim a um investimento em duas formas, a saber:

· 2/3 no tratamento concreto da obesidade que como sabemos reduz fortemente os problemas de doenças acessórias ao nível da diabetes, cardiologia, respiratórias articulares e oncológicas entre outras;

· 1/3 na prevenção.

Com estas condições, a ADEXO estaria ao lado da sua proposta.

Ora, aplicar uma taxa a quem pouco tem para comer é descabido e em alguns casos, desumano.

Carlos de Oliveira

Presidente da Direcção

 

Posição oficial da ADEXO Associação de Doentes Obesos e Ex-Obesos de Portugal

A ADEXO quer agradecer à SIC a realização do programa “Peso Pesado”. Embora não sejamos apologistas do formato “Big Brother”, consideramos que este programa constitui uma mais-valia no combate a esta grave doença que atinge a maioria da nossa população.

Tivemos oportunidade de ver grande parte do programa e tendo em conta que ele é isso mesmo, um programa de televisão, consideramos relevantes os seguintes pontos:

O trabalho que a produção efectuou para garantir que pós concurso, os participantes pudessem vir a ter um acompanhamento nas áreas nutricionais e físicas durante dois anos, para poderem estabilizar do ritmo de laboratório que o programa impõe, sem perderem o objectivo da perda ou manutenção sustentada de peso;

O respeito pelos concorrentes não utilizando formas de comunicação que pudessem incrementar o actual processo de discriminação existente contra o gordo;

O alto nível de acompanhamento médico, quer na selecção dos concorrentes, quer durante o decurso do programa;

·A utilização esporádica de momentos emocionais não relacionados com o objectivo do programa, aliada à excelente exibição de momentos de exercício ou de alimentação.

Os concorrentes vão entrar agora uma nova fase das suas vidas onde passarão da euforia da perda de peso à eventual depressão provocada pelo facto de não fazerem coisas que gostam. Este é um momento crucial, dado que vão iniciar a verdadeira guerra pelas suas vidas, tendo-se já a ADEXO colocado à disposição da produção para acompanhar os concorrentes na medida das disponibilidades da Associação, com o fim de que estes consigam atingir os objectivos a que se propuseram.

O “Peso Pesado” teve a virtude de pôr, não só o país, mas também as instituições com responsabilidades na prevenção e tratamento da obesidade, a falar nesta matéria, dando-nos a possibilidade de intervir e contestar construtivamente, conceitos pré-estabelecidos nos mais diferentes fóruns.

Carlos Oliveira

Presidente da Direcção

IMPRENSA

CRISE AUMENTA O NÚMERO DE OBESOS EM PORTUGAL

RENEGOCIAMOS O PROTOCOLO COM O LEV PARA CONSEGUIRMOS QUE MAIS ASSOCIADOS SEM INDICAÇÃO PARA CIRURGIA OU NUM PERIODO PÓS CIRURGICO, POSSAM TER ACESSO A UMA AJUDA EFICAZ NA PERDA E CONTROLE DO PESO

VEJA AQUI OS NOVOS VALORES

Capaweb

IMPRENSA

12 MILHÕES DE EUROS PARA TRATAR A OBESIDADE EM 2011

A ministra da Saúde, Ana Jorge, anunciou uma dotação de 12 milhões de euros para o Programa de Tratamento e de Combate à Obesidade, uma questão de "saúde pública que deve estar na primeira linha das prioridades de qualquer governo".

A dotação de 12 milhões de euros para o combate à obesidade "ajudará a tratar uma realidade que afecta, negativamente, as sociedade modernas e que é uma questão de saúde pública que deve estar na primeira linha das prioridades de qualquer governo", disse Ana Jorge na audição conjunta das Comissões Parlamentares de Orçamento e Finanças e da Saúde para discutir na especialidade o Orçamento do Estado para 2011.

Diario Digital

Jornal de Noticias

Publico

A ADEXO Considera uma medida de extrema importância no combate a esta doença.

 

PARAR O TRATAMENTO CIRURGICO DA OBESIDADE É INVESTIR NA DOENÇA

EM VEZ DE INVESTIR EM SAÚDE

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article1386732.ece

A ADEXO acusa a ACSS de estar a propôr ao Sr. Ministro da Saúde um Contrato Programa para o financiamento dos Hospitais que vai fazer parar o PTCO - Programa de Tratamento Cirurgico da Obesidade e consequentemente aumentar em cerca de 16 milhões de euros os cerca de 668 milhões que o ministério já gasta com o tratamento das doenças associadas à Obesidade e com a mortalidade provocada pelas mesmas e pela falta de tratamento e controle desta doença crónica.